Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 17/08/2021

De acordo com a filósofa Hannah Arendt e o seu conceito de “Banalidade do Mal”, a sociedade costuma normalizar atos extremamente nocivos. Nesse contexto, pode-se associar essa ideia ao abuso sexual infantil recorrente no Brasil, agravado pela negligência familiar e pelos estigmas em torno da educação sexual. Portanto, faz-se necessário entender os desafios que envolvem esse problema para combatê-lo.

Precipuamente, aponta-se a negligência familiar como obstáculo a ser superado para melhora do referido quadro. Segundo o ativista Martin Luther King, “a indiferença e o silêncio das pessoas boas " são mais preocupantes que ações de indivíduos maus. Dessa forma, é notório que o estupro de inocentes é um dos crimes mais subnotificados, visto que, a maioria dos abusadores são membros da família ou conhecidos dela. Destarte, torna-se essencial alertar os responsáveis sobre as consequências vitalícias de perpetuação de um abuso.

Outrossim, os estigmas que envolvem a educação sexual são danosos para a compreensão da problemática. Conforme a Psicologia, o infantojuvenil demonstra os sinais quando vítima de violência, desde mudanças comportamentais até baixo rendimento escolar. Logo, é preciso estar atento aos sinais de abuso demonstrados pela criança.

Indubitavelmente, é vital combater o  abuso sexual infantil no cenário nacional. Sendo assim, propõe-se às Secretarias municipais, a elaboração de palestras sobre educação sexual nas escolas da rede pública e privada a fim de informar os jovens e seus responsáveis por meio da colaboração entre família e redes de ensino, os principais agentes formadores do cidadão menor de idade.