Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 17/08/2021

O filme “As vantagens de ser invisível” retrata o cotidiano de um adolescente que carrega as consequências de um trauma do passado. Nesse longa, após incanssavéis sessões de terapia, os abusos sofridos constantemente na infância são descobertos pela família do protagonista. Longe das telas essa situação é vivida por milhares de crianças brasileiras, o fato das agressões serem muitas vezes dentro de suas próprias casas, somado com a inocência das vítimas aumenta os desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil. Logo, se faz necessário analisar formas de mitigar essa problemática.

Constata-se, a princípio, que grande parte dos abusos sexuais ocorre dentro dos lares brasileiros. Nesse contexto, o agressor costuma ser alguém da família: pai, tio, primo, avô, considerando que possuem fácil acesso à criança e por períodos longos e reservados. Assim, se torna mais difícil identificar as agressões, visto que, por serem considerados de confiança, não é esperado que tenham atos tão repugnantes com aqueles que deveriam proteger. Dessa forma, fica explícita a importância de observar possíveis atitudes incomuns entre parentes e os pequenos.

Ademais, a dificuldade infantil de compreender a gravidade de certos atos afeta ainda mais o combate ao abuso sexual. Nesse sentido, a inocência das vítimas é um grande contribuinte para o seu próprio pesadelo, posto que, sem o conhecimento do quão inadequada é a situação em que se encontram, elas não clamam por ajuda. Além disso, é fácil manipular um ser tão inocente e impedir comentários acerca dos abusos, dessa maneira os agressores saem impunes e as crianças se tornam alvos cada vez mais vulneráveis. Desse modo, informações dadas corretamente podem diminuir tais ocorridos.

Em síntese, a falta de conhecimento a respeito dos abusos sexuais é a grande problématica em questão. Logo, é papel fundamental das escolas e famílias conversarem e orientarem as crianças sobre esse tipo de violência, por meio de rodas de conversas e palestras, para que assim, os jovens se sintam confortáveis para falar a respeito desse assunto. Enfim, os pequenos aprendem a identificar atitudes inapropriadas e assim, o caso de Charlie e outros milhares que ocorrem pelo país, vão diminuindo.