Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 16/08/2021
A última semana de julho de 2021 foi marcada por um alvoroço nas redes sociais após um vídeo no perfil de Wesley Safadão e um susposto abuso sexual infantil capturado pela câmera. Nessa filmagem, um pastor, amigo da família, aparece acariciando a filha do cantor. Isso levantou questões acerca dos desafios no combate do assédio infantil no Brasil. Situações como essa são causadas por falta de fiscalização dos responsáveis e por uma lei branda que acaba por não amedrontar possíveis assediadores.
Nesse viés, é interessante sinalizar um triste cenário brasileiro: a distância entre pais e filhos. Isso acontece devido à atual rotina que obrigam os responsáveis a longas jornadas de trabalho, deixando-os longe de casa e, por isso, as crianças acabam por ficarem uma grande janela de tempo sem suas figuras protetoras. Ademais, há um outro fator que contribui para os abusos: a ausência da figura masculina, refletido no = alto índice de abandono paterno. Isso, infelizmente, é uma barreira a menos a ser enfrentada pelo abusador (principalmente daqueles que são conhecidos da família).
Além disso, de acordo com a Constituição Federal de 1988, um abusador poderá ficar, somente, de 8 a 15 anos na prisão. Esse é um tempo risório quando comparado com os traumas que as vítimas terão. Penas brandas como essa, de acordo com a Ministra dos Direitos Humanos Damares Alves, só contribuem por criar um cenário de impunidade que só privilegia os abusadores, deixando as vítimas desprotegidas.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da Família, tome providênciais acerca desse problema. Essa solução consistirá em uma iniciativa de criação de redes de apoios a mães solteiras e famílias desestruturadas e propostas de leis que criem um cenário legal menos impune. Essas atitudes ajudarão as famílias a protegerem seus jovens e trará justiça e apoio a possíveis vítimas de abuso.