Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Segundo a filósofa Emma Goldman, a ignorância é o elemento mais violento de uma sociedade. Ao analisar sobre a situação na qual o país se encontra em relação ao abuso sexual infantil, percebe-se que o Estado tem sido violento ao negligenciar medidas eficazes para solucionar o problema. Questões como a falta de um órgão exclusivo pare tratar do assunto e a falta de apoio e estrutura familiares, são as principais razões que estimulam a ignorância estatal e atrasam a resolução desse obstáculo. Em primeiro plano, observa-se que a incompetência governamental começa quando não há um órgão próprio para mensurar quantos casos existem e em quais regiões eles mais ocorrem medidas a fundamentais para começar a resolver o problema. Países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, possuem um órgão especifico para cuidar dessa questão, uma vez que o abuso se caracteriza como uma violência grave contra crianças e jovens, e esses são o futuro da nação. Seguindo essa linha de raciocínio, ao deixar tal violência acontecer, o Brasil mostra que está despreocupado com seu futuro. Em segundo plano, percebe-se que outro empecilho na resolução desse obstáculo é a negligência familiar, que muita vezes não presta atenção nos sinais que a criança dá ou simplesmente deixa acontecer por medo da retaliação social. O primeiro caso é bem retratado no livro Lolita, escrito por Nabokov, que narra a história Humbert Humbert, homem que se casa com a mãe de Dolores (Lolita) só para poder se relacionar forçadamente com a jovem. No livro e na vida real pode-se perceber que o fato de adultos se sentirem atraídos e realizarem relações sexuais com crianças, é um distúrbio mental grave e precisa ser tratado antes que a pessoa traumatize um ou mais jovens. Sendo assim, é crucial que medidas efetivas sejam tomadas com urgência, tomando por base a situação critica em que o país se encontra. Nesse sentido, é essencial que seja criado um órgão de proteção contra a violência infantil, de forma que os empregados sejam divididos em três grupos: os que receberão as denúncias; os que juntamente com o Conselho Tutelar irão visitar as famílias e se necessário levar as crianças; e os que irão organizar os dados de em quais regiões ocorrem mais casos, objetivando realmente proteger os jovens. É necessário também que sejam colocados mais profissionais nas de área de saúde mental nos postos de saúde publica para que não só as crianças traumatizadas sejam tratadas, mas também os agressores e/ou aqueles que ainda não realizaram o ato e querem se tratar antes que aconteça, para que diminuam-se os casos e tenha-se uma população mentalmente saudável. É preciso também que o Estado em parceria com os canas midiáticos, crie campanhas para sensibilizar a população, de forma que as famílias afetadas não tenham medo de denunciar e serem julgadas, garantindo assim que o país tenha um futuro melhor.