Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 18/08/2021

Na série “Cidade Invisível” exibida pela Netflix, conhecemos personagens do folclore brasileiro. No entanto, o Boto-cor-de-rosa é uma lenda da região Amazônica, em que, acredita-se ter sido criada para encobrir pais que iniciavam a vida sexual das filhas, a partir da infância e adolescência. Ou seja, praticavam pedofilia. Por conseguinte, o Brasil possui desafios para combater ao abuso sexual infantil, tendo em vista que, conhecidos e parentes próximos podem ser os agressores, e além disso,  não existe educação sexual para que as crianças tenham conhecimento sobre o que é certo ou errado em relação aos seus corpos.

Em primeira análise, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) busca garantir os direitos sociais pertencentes. Entretanto, um grande desafio é o abusador infantil ser integrante ou conhecido próximo da criança e família, dificultando a percepção do ato e consequentemente, a realização de denúncias. Com isso, o caso do abuso infantil pode permanecer por anos, acarretando problemas  físicos e psicológicos. Do mesmo modo, crianças que realizam denúncias sobre o ocorrido podem ser desacreditadas pelos pais, gerando ainda mais transtornos mentais. Logo, os pais precisam atentar-se para o comportamento dos filhos e pessoas próximas a eles, juntamente com instruções sobre o corpo e o que pode ou não ser realizado de maneira saudável, assim, eles saberão destinguir carinho de abuso.

Em segunda análise, a educação sexual deve estar presente nas escolas brasileiras. Mas pelo contrário, no ano de 2018, notícias falsas sobre cartilhas distribuídas nos colégios fizeram com que  pais ​​acreditassem e abominassem esse tipo de educação. É evidente que esse fator é prejudicial, pois existem responsáveis ​​que não dialogam sobre o tema com os filhos, seja  por falta de tempo ( tendo em vista que muitas mães são solos, que trabalham o dia todo, não possuindo espaço suficiente para debater assuntos importantes) ou por considerar o corpo e as relações sexuais um tabu, tendo em vista  a idade. Porém, abusos sexuais não possuem faixa etária para serem cometidos.

Portanto, as Escolas em parceria com o Ministério da Educação devem realizar métodos efetivos e pedagógicos para alertar sobre os abusos sexuais recorrentes na sociedade e como eles são praticados. Entretanto, a Mídia (que tem a capacidade de atuar sobre grandes massas) em parceria com o ECA, deve trazer o assunto em pauta para que os responsáveis pelo cuidado infanto-juvenil atentem-se para os perigos relacionados a pedofilia.