Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 01/09/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra”. A frase retirada do poema de Carlos Drummond refere-se a um determinado problema enfrentado pelo indivíduo. Nota-se que, na interpretação do trecho, o abuso sexual infantil pode ser associado a essa pedra, causado, muitas vezes, pela negligência governamental e sendo responsável por ocasionar traumas psicológicos nas crianças. Com isso, é fundamental que haja mudança.
Primeiramente, o filme “Um Olhar no Paraíso” retrata a violência sexual sofrida por Susie, uma adolescente. Na obra, após ser violentada, ela é assasinada pelo seu vizinho devido à sua resistência e tentativa de fuga. Além disso, o filme mostra o sofrimento da família e o descaso das entidades governamentais com o evento. Sendo assim, o pai de Susie decide investigar o caso sozinho, a fim de que consiga achar o assasino. Analogamente, no Brasil, a negligência governamental se faz presente nesse âmbito. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente garanta os direitos das crianças, ocorre a ineficácia da fiscalização e da legislação no país, o que estimula as pessoas a não denunciarem.
Ademais, de acordo com o filósofo Noberto Bobbio, a dignidade humana é uma característica intrínseca ao homem, capaz de dar-lhe o direito ao respeito por parte do Estado. Desse modo, o abuso sexual infantil fere a dignidade humana da criança, uma vez que esse ato pode ocasionar problemas para a vida toda da vítima, tal como doenças psicossomáticas, a qual está relacionada com problemas psicológicos que originam doenças físicas.
Portanto, é necessário que haja mudança nesse cenário. Assim sendo, o Ministério da Educação deve criar a “Semana Contra o Abuso Sexual Infantil”, a qual apresentará relatos de vítimas desse tipo de abuso e a importância de uma infância sem traumas psicológicos. Dessa maneira, o evento seria de fácil acesso, por meio de canais de televisão aberta, como a rede Globo, a fim de que ocorra a conscientização de toda a população. Por conseguinte, a violência sexual infantil não será uma “pedra”.