Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 09/09/2021

A novela turca “Fatmagul, suçu ne?” conta a história de Osque, uma jovem de 17 anos que morava com sua família em Istambul na Turquia. Certo dia, sua mãe a encontra desgrenhada e logo descobre que sua filha foi vítima de um estupro. Passados ​​2 anos sem falar, após receber ajuda, Osque revela que seu abusador era na verdade o seu cunhado. Fora da ficção, histórias de abuso sexual de menores são frequentes em todas as camadas da sociedade. Sendo assim, os desafios encontrados para combater esse crime se concentram na dificuldade para encontrar o infrator e na falta de educação sexual para crianças.

A princípio, é importante ressaltar que, assim como relatado na novela, o transgressor geralmente é alguém próximo à vítima. Nesse sentido, recentemente a internet presenciou uma polêmica a respeito de um assédio infantil envolvendo o pastor do cantor Wesley Safadão. Nesse contexto, o pastor é visto em um vídeo postado nas redes sociais passando a mão na região dos seios de uma criança de 9 anos. Sob essa perspectiva, o caso revelação uma relação comum entre os casos de abuso, na proximidade do criminoso, que utiliza a confiança da vítima para cometer tal infração. A prova da repercussão desse hábito não está dado ao Ministério da Saúde, o qual revela que 69,2% desses crimes possuem como agente parentes e pessoas próximas a eles.

Outrossim, é indispensável pontuar a necessidade de educar as crianças para que saibam identifique e se proteja de qualquer situação de risco. À vista disso, sabendo que os abusadores fazem com que os jovens se silenciem, os obrigando a guardar segredo e fazendo cozinhar, é crucial usar aos pequeninos desde cedo a como identificar esses sinais. Além disso, é necessário também educar os pais que muitas vezes não sabem relacionar as mudanças comportamentais do jovem em perigo às emergências.

Logo, medidas são necessárias para identificar e combater o abuso sexual de menores. Assim, o Estado, a partir do Ministério da Educação, e como marcas de produtos infantis, como a Johnson & Johnson, deve promover campanhas na mídia e oficinas nas Escolas contra o assédio infanto-juvenil, um fim de alcançar o público alvo. Esses agentes devem, a partir de conversas educativas, inserir dinâmicas como “segredo bom vs segredo ruim”, proposta pela youtuber Flávia Calina, nas escolas e no cunho familiar, que ensinem as crianças e aos pais, de leve e divertida, sobre como se prevenir dos abusos. Por fim, espera-se que, uma vez aplicada tais medidas, uma sociedade pode superar esse quadro, assim como a menina Osque e sua família.