Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 27/09/2021

Segundo o pai da psicanálise Sigmund Freud, a infância é determinante na formação da sexualidade e identidade do indivíduo. Apesar de diversos estudos na área que também demonstram uma importância da preservação da infância, é alto o número de agressões contra a infância brasileira como quais causam traumas físicos e psicológicos. Portanto, são necessárias medidas informativas e punitivas que unam família, escola e governo no combate a este problema.

Em primeiro plano, cabe ressaltar como a desinformação é um verdadeiro obstáculo no combate ao abuso sexual infantil no Brasil. A falta de educação sexual ofertada nas escolas faz com que esse grupo vulnerável não consiga identificar um abuso sexual e por conseguinte normalize a situação. Além da falta de informação dessa parcela social, a banalização dos sentimentos e sinais que uma criança apresenta resulta na subnotificação, motivada, principalmente, pela conservação da família, já que grande taxa dessas agressões acontecem dentro de casa.

Outrossim, é imperativo pontuar em como a situação supracitada afeta a longo e curto prazo essa parte da sociedade. De traumas físicos a doenças psiquicas que podem afetar a vida inteira do indivíduo, como pontuado por Freud, e podem causar a evasão escolar, a curto prazo. Além disso, é evidente na sociedade atual a sexualização precoce e a erotização infantil, principalmente por meio de redes sociais. A negligência governamental e social causa a perpetuação da situação e a normalização da adultização dessas crianças.

Infere-se então que médidas públicas e sociais devem ser feitas para acabar com a situação. Com vistas a combater os casos de abuso sexual infantil no país, o Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos em parceira com a ONG de proteção à infância, deve elaborar campanhas de incentivo a denúncia. Isso deve ser feito por meio de inserções públicas, por meio dos principais meios de comunicação, como televisão, rádio e redes sociais, bem como a realização de palestras e treinamentos nas escolas a serem oferecidos para pais e funcionários, respectivamente. Essas palestras e treinamentos devem oferecer os princípios de educação sexual, que também serão aplicáveis ​​com crianças em sala de aula, e cujo conteúdo deve enfoque a desconstrução da sexualização infantil.