Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 21/09/2021

Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, os desafios no combate ao abuso sexual infatil não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de apoio e estrutura familiares e da insuficiência de leis.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a formação familiar. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática do combate ao abuso sexual de crianças apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.

Além disso, a problemática encontra-se fértil na questão política. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o combate ao abuso sexual infantil não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução do problema. Visto que não há um órgão próprio para mensurar quantos casos existem e em quais regiões eles mais ocorrem.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras para que os princípios constitucionais sejam cumpridos.