Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 16/11/2021

Semelhante ao que mostra na série de televisão “O Conto da Aia”, os números de abuso sexual infantojuvenil no Brasil estão crescendo cada vez mais, e por isso está havendo uma normalização da violência sexual. Atualmente, é visível o aumento no número de casos noticiados de crianças que foram abusadas pelos próprios pais ou por terceiros, o que é alarmante. Visto isso, é evidente que essas crianças não só ficam psicologicamente abaladas, mas fisicamente machucadas, e em adição, as autoridades muitas vezes não acreditam, uma vez que no Brasil há uma banalidade de abusos sexuais em que a violência é justificável.

Primeiramente, é imperial dar atenção ao estrago que o abuso sexual trás para a vida da vítima e principalmente daquelas que ainda são menores de idade. Na ditadura militar brasileira houve estupros em massa atacando não só adultos, mas crianças inocentes as quais muitas vezes sangravam até a morte por não terem se desenvolvido completamente, e as que sobreviveram têm traumas na vida até hoje pelo ocorrido. Nesse sentido, é visível os estragos físicos e pscológicos que o estupro pode trazer pra vida de um infantil visando que ele pode até ser o motivo de sua morte. Visto isso, pode-se concluir que abusos contra menores é um ato de covardia que afeta os sobreviventes até o fim da vida.

Além disso, é incontestável que o sistema penal brasileiro é falho não só por muitas vezes não penalizar o agressor por não acreditar na vítima, mas por ser o maior agente da normalização da violência sexual. Hobbes dizia que o homem é o lobo do homem e que este sempre vai procurar legitimar a violência a fim de ser protegido. Logo, pode-se ligar o fato das autoridades serem falhas com o medo que elas sentem em rebater a legitimação do agressor. Diante desse cenário, é praticamente impossível de uma criança indefesa obter justiça por ser considerada mentirosa ou provocante.

Diante dos argumentos supracitados, fica clara a relevância da prevenção ao abuso sexual infantojuvenil. Desse modo, a mídia por meio de uma propagação em massa de campanhas contra o abuso infantil deve espalhar informações como, como identificar e como tratar com as autoridades, além de fortalecer o movimento contra o estupro a fim de acabar com a normalização feita ao longo dos séculos. Para isso, os canais de informação devem contar com o apoio total do Estado que tem que começar a tratar o abuso sexual de forma mais humana. Só assim as crianças brasileiras vão estar mais seguras e felizes, podendo viver suas vidas de forma plena.