Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 03/03/2022

“Que obra prima é o homem… um Deus no entendimento, paradigma dos animais, maravilha do mundo. Nesta frase, Shakespeare sintetiza o auge do antropocentrismo, em que o homem é visto como uma divindade. Entretanto, este mesmo homem, hora sagrado e exemplar, é capaz de se degenerar a um nível inferior ao dos animais. Tal fato é visível no Brasil, através dos casos de abuso sexual contra menores.

Em primeira instância, deve-se conscientizar a população jovem sobre o assédio, para prevenir que tais eventos ocorram. Vale lembrar a famosa frase de Walt Whitman- “se há algo sagrado no mundo é o corpo humano”- e portanto, não pode ser violado. Dessa forma, educando os mais novos, eles podem, ao se sentirem violados de qualquer modo, notificar as autoridades, para que isso não desencadeie uma violência mais grave, pondo fim no problema antes do início.

Ademais, é necessária uma reeducação da população mais velha, reforçando os direitos das crianças e jovens. Para tal, é essencial ressaltar o princípio de isonomia, presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Federal, que garante a indivíduos de qualquer idade, direitos iguais. Assim, essa lei coloca jovens no mesmo patamar que adultos, impedindo que sejam vistos como mais fracos e passíveis de abuso.

Diante disso, é necessário agir para reverter o quadro atual. Logo, cabem as instituições de ensino, criar programas de conscientização sobre o abuso de menores, como já é feito para bullying e DST’s, por meio de palestras, visando alertar as crianças para não serem futuras vítimas. Além disso, é dever da mídia, desmistificar a ideia de que menores são cidadãos de segunda classe, através dos meios de comunicação populares, visando garantir o princípio de isonomia.