Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 26/03/2022

Na novela “O Outro Lado do Paraíso”, é abordada a história de Laura, uma adolescente que enfrenta grandes bloqueios sociais em sua relação amorosa, por ter sofrido abuso sexual de seu padrastro quando criança. Fora da ficção, é válido ressaltar que os casos de abusos sexuais infantis são um problema que afeta diariamente diversas crianças e adolescentes no Brasil, sendo fundamental analisar a negligência do assunto e os impactos da falta de regularização com que os abusos sexuais infantis eram tratados no país.

Primeiramente, é importante destacar a negligência com que é tratado os abusos sexuais infantis. Segundo dados do portal G1, relevante site de notícias, os casos de abusos sexuais em crianças e adolescentes ocorrem em 80% das situações na própria família, sendo que no cenário da pandemia atual, houve um aumento de 17% dessa violência no Brasil. Assim, é notório que a falta de atenção com o discurso infantil e o silenciamento diante da questão faz com que os abusos não sejam denunciados, ocasionando um sofrimento contínuo nas vítimas.

Ademais, é preciso ressaltar os impactos da falta de regularização com que os abusos sexuais infantis eram tratados no Brasil. Antes da criação do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, os abusos sexuais com o público infantojuvenil eram julgados com menos atenção do que merecia, visto que as vítimas podem ser afetadas diretamente na saúde mental e no desenvolvimento de relações sociais. Além disso, as crianças e adolescentes que sofrem dessa violência farão com que os abusos sejam um reflexo em sua vida adulta, o que contribuirá com a manutenção e disseminação desse crime em gerações futuras.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para os desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil. É fundamental que, o Estado, por meio de veículos de comunicação em massa, crie campanhas com palestras de profissionais especializados na área, sobre as consequências relacionadas à violência e os traumas que são adquiridos, para que os desafios sejam amenizados, e casos como o de Laura sejam apenas ficcionais.