Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 25/06/2022

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 76,5% dos casos de estupro são contra menores de idade e a maior parte desses abusos acontecem dentro da própria casa e por conhecidos. Em virtude de ocorrer em um âmbito familiar, torna-se complicado que esses casos sejam denunciados. Logo, os abusadores se aproveitam da inocência e da vulnerabilidade das vítimas e continuam a cometer esse crime por anos sem serem percebidos, causando assim, diversas consequências à criança, tanto no presente, quanto no futuro dela.

Na Grécia antiga, era aceito um pai abusar sexualmente da sua filha pois ela era considerada propriedade dele até o casamento. Apesar de passados séculos, ainda hoje existem diversos casos de estupros vindos de um pai, padrasto, irmão ou tio. Possivelmente, muitos desses abusadores enxergam as crianças como meros objetos sexuais, sem sentimentos e por isso se acham no direito de abusar delas e as ameaçar fazendo com que não conte a ninguém, fazendo-a sofrer por anos.

Ademais, a infância por ser um momento de desenvolvimento, tudo que fizer parte dela vai ser algo significativo para a vida do indivíduo, experiências felizes ou traumáticas. Logo, quando uma criança é abusada sexualmente, ela pode passar a ter transtornos, doenças físicas e psicológicas, levando a vítima a não conseguir manter nenhum tipo de relacionamento futuramente pelo medo e a desconfiança ou nos piores casos a cometer suicídio. Além disso, muitas vítimas acabam tendo que conviver com o estuprador pela falta de punições para esse crime, que tem a pena máxima de apenas 10 anos de reclusão.

Portanto, medidas são necessárias para o combate ao abuso sexual infantil no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação incluir a educação sexual na grade curricular das escolas, para que profissionais qualificados ensinem as crianças, onde ela não pode ser tocada e como adultos podem brincar com elas, para que saibam se foram abusadas e assim conseguirem pedir ajuda. Além disso, o governo federal, responsável por toda administração do território nacional, deve aumentar a punição e fiscalizar corretamente esses casos, para que as vítimas nunca voltem a se encontrar com o agressor. Espera-se que assim, os estupros contra crianças diminuam e nunca voltem a acontecer novamente no Brasil.