Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 07/07/2022
A cena do filme “Malévola” em que a fada tem suas asas arrancadas por um ami-go próximo, alguém que representaria segurança e confiança, durante um momen-to de fragilidade é uma analogia ao estupro. E erroneamente, essa é a realidade de muitas crianças e adolescentes brasileiros, visto que a maioria dos casos de abuso sexuais ocorrem nas residências e geralmente são praticadas por conhecidos.Logo, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é válido analisar a impunidade do agressor e a ausência da educação sexual nas escolas.
Primordialmente, é fundamental compreender que a impunidade dessa barbárie está intrinsicamente interligada ao fato da maioria dos casos de abuso infantil serem realizados por pessoas que integrem o círculo social da vítima, geralmente por pais e padrastos, o que dificulta muito a denúncia de casos. Esse comporta-mento, infelizmente, é muito recorrente no Brasil e traz danos perpétuos à vida de uma criança como a depressão, estresse pós-traumático e vários outros transtor-nos. Isso é perceptível, por meio de dados apresentados pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos no qual é mostrado que em apenas cerca de 62% dos casos de violência sexual juvenil são prestadas queixas contra o agressor.
Outrossim, é igualmente necessário analisar ausência da Educação Sexual nas es-colas brasileiras. O crescimento de vulneráveis no Brasil, comprovam que a integra-ção dessa disciplina na Base Nacional Comum Curricular é imprescindível, visto que ela não só ajuda na compreensão do corpo, sexualidade, gravidez e doenças vené-reas, mas também dá a criança e ao adolescente a consciência de uma agressão não só verbal como física. Essa afirmação poder ser corroborada por meio caso a-presentado pela revista Pais e Filhos, na qual uma menina de 9 anos assistiu uma palestra acerca do assunto e relatou a mãe sobre ao abuso sofrido desde os 5 anos de idade, cujo ato desumano era realizado pelo tio.