Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 27/07/2022
Segundo uma pesquisa da empresa UOL, uma menina de até 13 anos é estuprada no Brasil a cada 15 minutos. Nesse contexto, vê-se que é de suma importância combater o abuso sexual infantil no Brasil. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca do óbice social apresentado, que são dar aulas de educação sexual às crianças e jovens e incentivar as denúncias desses atos cruéis, para acabar com essa barbaridade.
Nesse viés, primeiramente, é válido abordar que o ensino da educação sexual nas escolas abordará e ensinará as crianças e jovens a identificar e reconhecer o que é considerado abuso ou não, e isso será de muita valia para esses indivíduos. Nesse âmbito, de acordo com a psicopedagoga Miriam de Oliveira Dias, a educação sexual para crianças e adolescentes não é ensinar a fazer sexo, mas sim trazer orientações sobre privacidade, autoproteção, sentimentos e consentimentos. Dessa forma, percebe-se que é necessário inserí-la como parte da matéria ciências, pois, assim, a escola poderá contribuir e ser uma rede de proteção e de ajuda das crianças.
Por conseguinte, cabe ressaltar que denunciar atos de violência é muito importante para encontrar soluções a fim de mitigar a problemática. Nessa conjuntura, foi instituído na quarta-feira,18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, pela Lei Federal 9.970/00, com o objetivo de conscientizar e incentivar denúncias. Logo, com o auxílio das escolas e de leis que protejam a vida e dignidade desses indivíduos, o abuso sexual poderá ser combatido pela sociedade e as crianças não terão suas infâncias corrompidas por um ato terrível.
Portanto, é preciso combater o abuso sexual infantil no Brasil. Para que tal feito seja realizado, é de suma importância que as escolas junto ao Ministério da Educação, como instituições de alta relevância para o país, façam valer as medidas apresentadas anteriormente, por meio de palestras e campanhas que mostrem, de maneira didática, visto que é para o público infanto-juvenil, situações que são consideradas abuso ou não, para que as crianças e os jovens tomem posse da seriedade dessa questão.