Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 29/08/2022

O filme “lolita’’ do diretor Adrian Lyne, mostra a dura realidade de uma criança de 12 anos que acaba perdendo sua mãe muito cedo e é violentada pelo seu padras- to. Fora do mundo ficcional a realidade não é diferente, cotidianamente jovens sofrem violência sexual direta ou indiretamente. Desse modo, o assunto deve ser debatido no recinto familiar, e os traumas físicos e psicológicos vem crescendo cada dia mais.

Primeiramente, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos cerca de 76% dos casos de abuso infantil ocorre no âmbito familiar, dentro dessa totalidade 40% desses assédios são acometido pelos próprios pais ou padrasto. Desta forma, o país ainda não aprendeu a falar da violência sexual sofrida entre as crianças e os adolescentes, segundo os dados a impetuosidade intrafamiliar segue em crescimento, então se torna ainda mais dificil palestrar sobre este assunto.

Ademais, a cultura do estupro leva as vítimas a deixarem de denunciar, pois tem medo da culpa ser atribuída a quem sofreu a agressão devido a cultura machista da sociedade brasileira. Dessa forma, perceber-se que o sujeito agredido demonstra receio de denunciar e ser julgado, portanto ele não tem acesso aos processos adequados para tratar os danos causados pelo agressor, podendo ser um trauma físicio ou psicológico como por exemplo crises de pânico, desenvol-vimento de uma depressão e o risco das doenças sexualmente transmissíveis.

Portanto, torna-se claro que o abuso sexual infantil deve ser rigidamente reprimido, o Poder Público deve processar e julgar os criminosos de maneira corre- ta e o Ministério da Saúde deve dar total apoio as vítimas, como tratamentos psicológicos. Além disso, é preciso que os responsáveis estejam atentos, em parceria com os meios de comunicação aumentar os debates relacionados ao abuso sexual infantil tornando a sociedade mais sábia e atenta sobre este assunto.