Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 19/10/2022

Nos primeiros séculos da história da humanidade a sociedade ainda não era organizada e bem estruturada, por isso os episódios de agressão eram banalizados e não sofriam nenhuma penalização. Em paralelo ao contexto atual, a herança da impunidade continua a reverberar, a exemplo, os obstáculos no embate da violência sexual infantil no país. Portanto, a dificuldade de identificar os abusos e a hesitação de denunciar os agressores colaboram para perpetuação da problemática no Brasil.

De início, as barreiras na identificação das violências sexuais contra crianças causam a manutenção do problema. Segundo a Organização Mundia da Saúde (OMS), o cérebro alcança seu desenvolvimento total no indivíduo somente aos 21 anos. Sob esse viés, as crianças e os adolescentes estão inseridos na etapa de desenvolvimento mental, físico e social, questão que os tornam vulneráveis a determinadas situações, como agressões, pois são facilmente manipulados por um adulto, se não forem ensinados sobre educação sexual pelos pais ou nas escolas. Logo, é necessário que os responsáveis legais e os professores ensinem o que é uma agressão sexual para esse público menor de idade, e assim diminuir o conflito no país.

Ademais, a dificuldade de denunciar os agressores ajuda na continuidade do abuso infantil no Brasil. Nessa perspectiva, dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 50% dos abusadores são parentes ou próximos as famílias das vítimas. Além disso, na sociedade brasileira há um acordo implícito de suporte de parentes ou de pessoas consideradas da familía, por isso os agressores são protegidos por causa da sua relação íntima com a criança e todos ao seu redor, uma vez que, denunciá-los seria expor e punir um indivíduo do convívio.

Desse modo, os obstáculos no combate da violência sexual contra crianças é causado pela hesitação de denunciar os agressores e a dificuldade de identificar os abusos. Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde e Educação implantarem a educação sexual nas escolas, através de rodas de debates sobre prevenção de abusos para o público infantil e adolescente, a fim de ensinar a reconhecer o que é um abuso sexual e a importância da sua denúncia.