Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 07/11/2022

A novela ‘Do outro lado do paraíso’ relata a vida de uma jovem que sofreu abusos do seu padrastro quando era uma criança. E que mesmo sua mãe sabendo, preferiu acorberta seu esposo. Saindo da ficção, a realidade de muitas crianças brasileiras é a mesma, elas sofrem desde pequenas abusos de algum parente ou amigo da familia. Fatores como a omissão e a insegurança, são razões que contribuem para o abuso infantil.

Nessa perspectiva, evidencia-se que a omissão da sociedade como uma das causas que contribuem para essa problemática. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Sob essa ótica, tal teoria é constatada, uma vez que parte da população oculta esse assunto, o que acarreta na consequências mentais, emocionais e físicas que se arrastam para a vida adulta, provocando um impacto profundo no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Dessa forma, devido á normalização desse impasse, a problemática é agravada no meio social.

Ademais, a carência na segurança das crianças é um dos motivos do impasse. A problemática alcançou relevância principalmente a partir da implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece que é preciso “Garantir às crianças e ao adolescente, a promoção da saúde e a prevenção de agravos, tornando obrigatória a identificação e a denúncia de violência”. Porém, na prática está lei não é respeitada, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que um em cada sete adolescentes já sofreu algum tipo de violência sexual.

Portanto, é necessário que o Estatuto da Criança e do Adolescente juntamente com a midias sociais, se unam para informar os principais sinais de violência e abuso sofrida por crianças e adolescentes, e através de propagandas que incentivem as denúncias. E com o Ministério da Educação, junto com as instituições de ensino sejam feitas palestras para orientar essas crianças a contar para seus pais o que está acontecendo, e proporcionar consultas aos psicologos para lhes aconselhar.