Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 27/08/2025
No filme “As vantagens de ser invisível”, Charlie é um adolescente que sofre de depressão. Identifica-se, mais tarde, que na infância fora abusado sexualmente pela tia. Neste cenário, fora da fantasia, o abuso sexual infantil permanece na comunidade brasileira, especialmente porque o tema ainda é tratado como um tabu e o Estado falha ao não investir o bastante no combate ao problema.
Segundo o Ministério da Saúde, mais da metade das situações de violência sexual sucedem com menores. Ademais, de acordo com o Instituto de Investigação Econômica Aplicada, 70% das infrações são efetuadas por amigos ou familiares da vítima. Entretanto, apesar da gravidade do empecilho, o assunto não é precisamente analisado na sociedade, o que impede a doutrina dos jovens sobre os seus próprios corpos e a identificação da assimetria entre o carinho e a violência. Assim, em virtude à ausência de diretriz, as crianças, frágeis, por diversas vezes, sofrem maus tratos no decorrer de anos.
Além do mais, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado assegurar a proteção desses jovens em luta com algum tipo de violência sexual. Contudo, consoante com a pesquisa “Out of the shadows”, publicada na revista The Economist, o Brasil peca na omissão de patrimônio em ações cautelares ao abuso sexual infantil e aponta reduções na obtenção de fatos. Logo, com a negligência do governo perante a situação e a subaviso dos casos, os abusadores ficam impunes e permanecem a cometes crimes.
Torna-se evidente, portanto, que são necessárias ações para diminuir a esse impasse. Com esse fim, é papel do Ministério da Educação proporcionar, nas escolas, aulas de educação sexual, que instruam as crianças sobre seus corpos e os seus limites por meio de desenhos, filmes e músicas, com o intuito que elas confirmem os abusadores e os incriminem. Ademais, o Estado precisa identificar seu empenho e investir no combate ao abuso infantil, elaborando delegacias experientes nesse contexto e campanhas de precauções nos canais midiáticos. Dessa maneira, pode-se minimizar a problemática e sustentar a honra de crianças e adolescentes.