Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 14/10/2020

“Hoje nossos filhos estão presos no mundo e solto nas redes.” A frase dita pela educadora Rosely Sayão dialoga muito bem com a realidade social do mudo contemporâneo, que se baseia em conexões virtuais. A nova forma de interagir no mundo, porém, por ser utilizada pelo público infanto-juvenil, que ainda encontra-se em formação, pode ser perigosa e requer supervisão. Pois, segundo John Locke, todos nascemos como folhas em branco que serão preenchidas de acordo com as experiências vividas. Então, justamente, deve-se atentar para quais serão as experiências, para que os efeitos não sejam negativos na formação do indivíduo.

A ascensão dos meios virtuais de comunicação caracteriza um novo formato promissor de inter-relacionamento. Porém, surge um inconveniente por ser concedida tal gama de recursos para indivíduos ainda em desenvolvimento psíquico, ou seja, crianças e adolescentes, já que, segundo psicólogos, ainda não possuem capacidade de discernimento e malícia para reconhecer possíveis abusos cibernéticos, que, como afirmam pesquisas da BBC Brasil, são muito comuns nas redes.

Apesar de jovens serem uma preocupação especial, adultos também não estão livre de ataques e golpes, visto que uma matéria do portal Conteúdo Jurídico afirma que a cada 14 segundos um estelionato é cometido em sites, geralmente de compras, que são acessados, majoritariamente, por maiores de idade. Ademais, existe a problemática da invasão de privacidade e exposição não consentida de materiais privados ou íntimos, em redes sociais. Esta afirmação ganha validade a partir de uma pesquisa da Datafolha que informa que 23% dos internautas já relataram, em delegacia, pelo menos uma queixa por ter sido vítima de “crackers” ou de linchamentos virtuais.

Logo, percebe-se a difusão de recursos digitais como sendo conveniente e promissor para a civilização, no entanto, tal gama de recursos abarcam também muitas atividades maliciosas que não podem crescer concomitantemente à propagação das redes. Por isso, devem, o Ministério da Educação e Cidadania, em parceria, promover medidas de ensino e conscientização à todas as faixas etárias sobre o que são e como usar as redes, explicando seus inúmeros benefícios bem como transtornos, e os veículos para se entregar essas informações à população podem ser, principalmente escolas, ambientes de trabalho, e as próprias redes sociais, por meio de palestras e propagandas. Nesse sentido, o intuito de tal ação é promover a elucidação sobre como usar as redes de forma saudável, e o efeito que se espera é que a internet possa cada vez mais ser uma ferramenta benéfica à civilização.