Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 20/10/2020

O perigo dentro de um tela

O filósofo Jean-Paul Sartre defende que cabe ao individuo decidir como agir. Porém, é clara a irresponsabilidade da sociedade no que diz respeito aos crimes cometidos na internet. Nesse contexto, pode-se salientar como causas desse problema não só a insuficiência legislativa, como também um movimento de opressão.

O filósofo John Locke defendeu que “As leis fizeram-se para os homens, não para as leis”. Dito isso, segundo o pensador, uma lei deve melhorar a vida da sociedade em sua aplicação. Entretanto, consegue-se ver um reflexo contrário ao pensamento de Locke quando, segundo o Ministério Público Federal em parceria com a Safernet, houve um aumento de 110% de denúncias à delitos virtuais de 2017 à 2018, isso prova que a legislação vêm sendo insuficiente nesse quesito.

Segundo Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado como instrumento de democracia nunca deve ser convertido em mecanismo de opressão. Contraposto, em 2018, 133.732 queixas de delitos virtuais como, por exemplo, apologia à violência contra mulheres e pornografia infantil, foram evidenciadas, segundo, também, o Ministério Público Federal em parceria com a Safernet. Logo, sendo a internet um mecanismo criado para unificar e auxiliar uma sociedade a evoluir, não deveria, ela, ser usada como instrumento para  crimes de injúria.

Como solução, é preciso que a escola, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de debate sobre combate aos crimes cibernéticos no ambiente escolar. Também, tais eventos podem ocorrer no período extraclasse com a presença de professores e profissionais no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar apenas para os alunos, mas sim serem abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas adquiram uma maior rede de conhecimento sobre o assunto.