Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 15/10/2020

Thomas Hobbes, filósofo inglês, afirmava que o homem é o lobo do homem. Dessa forma, ao se analisar esse emblemático pensamento, nota-se veracidade, haja vista que encontram-se desafios no combate aos crimes cibernéticos no hodierno cenário brasileiro. Assim, de modo a evidenciar que o ser humano é o maior inimigo da sua própria espécie, tornando imprescindível avaliar aspectos sociais e governamentais que colaboram com a  perpetuação do viés.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que a imprudência social sobre os perigos da internet é um grande desafio para o combate de crimes cibernéticos. De acordo com Zygmunt Bauman, as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha. Nesse sentido, percebe-se que a internet é um local muito amplo, que pode beneficiar muito os cidadão, porém, muitos se deixam enganar por tais fatos, de modo a expor seus dados sem pensar nas diversas formas que podem ser utilizados, como na clonagem de cartões de crédito, exposição de arquivos privados, dentre outros. Dessa maneira, é notório que um grande desafio para o combate de crimes cibernéticos é a confiança imprudente dos cidadãos em redes de computadores.

Em segundo lugar, também se faz importante salientar que aspectos governamentais, bem como a falta de  leis rígidas, corroboram com a dificuldade de combater os crimes cibernéticos. Segundo a Constituição Federal brasileira de 1988, é dever do Estado garantir a segurança pública. Todavia, é perceptível que essa proposta é falha na prática, uma vez que o governo negligencia a necessidade de políticas públicas que visem a diminuição de crimes tecnológicos no país. Nesse âmbito, é evidente que um grande desafio no combate aos crimes cibernéticos é a incúria do Estado em relação ao viés, sendo se suma importância alterar essa situação.

Portanto, ao se analisar os desafios no combate aos crimes cibernéticos, torna-se imprescindível subterfúgio para resolver tal problemática. Posto isso, é fundamental uma ação do Ministério de Segurança Pública que deve, por meio de votação com os parlamentares e sanção do gestor público, aprimorar a lei já existente em relação a crimes cibernéticos, de modo a possuir punições mais rígidas para aqueles que a infringirem. Além disso, o Estado também deve, por meio da mídia, divulgar em anúncios e propagandas os perigos que a internet pode possuir e quais cuidados os cidadãos devem tomar para não serem golpeados. Diante disso, espera-se um menor índice de crimes cibernéticos e que a população seja mais ciente sobre esse problema, de modo a evitá-lo e melhorar a sua qualidade de vida, mudando a perspectiva de Hobbes e vindo a pôr em prática a proposta destacada pela Constituição Federal brasileira.