Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 15/10/2020

Na série americana de TV “Thirteen Reasons Why”, a personagem Hanna Backer tem suas fotos íntimas vazadas para todos os colegas de seu colégio. De maneira análoga à ficção, na vida real muitos indivíduos passam pela mesma situação não apenas com fotos, mas também arquivos e dados pessoais. Os crimes cibernéticos ocorrem frequentemente, tanto por falta de formação informática dos usuários, quanto a baixa proteção de integridade da privacidade na internet.

Em primeira análise, os internautas estão cada vez mais imersos no mundo virtual. No entanto, a maioria não possui conhecimento informático suficiente e torna-se alvo de hackers e diversos golpes. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes “o homem é o lobo do próprio homem”, sendo assim, na internet esse pensamento se aplica de modo ainda mais intenso, visto que, pessoas tendem a transformar a vulnerabilidade de compreensão de outras em caminhos mais fáceis de prejudicá-las.

Por conseguinte, é notória a precariedade do sistema de proteção tecnológica que assegure os direitos dos utilizadores. No Brasil, por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro foi vítima de crime cibernético, pois teve seus dados pessoais expostos, como em “Thirteen Reasons Why”. Nesse viés, a impunidade sobre transgressões como essa, acaba por negligenciar esta incidência contra os indivíduos e deixa lacunas que permitem que hajam novos casos de exposição e invasão de privacidade.

Dessa forma, é crucial que medidas sejam tomadas para amenizar os efeitos causados pelos crimes cibernéticos. Portanto, urge que o Ministério da Justiça -responsável por gerir assuntos nacionais de defesa- por meio de investimentos governamentais, crie leis mais severas e políticas de privacidade que assegurem a integridade das pessoas, a fim de diminuir a incidência de delitos cometidos na internet e que os infratores sejam devidamente penalizados, desse modo combater diversos casos como o de Hanna Backer.