Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 18/10/2020

Com o intenso desenvolvimento tecnológico a partir da década de 70, os crimes migraram para uma nova dimensão além da física, a digital. Nessa perspectiva, combater os crimes cibernéticos torna-se um desafio, uma vez que a população passa cada vez mais tempo na internet, e o meio digital é um espaço pouco materializado com relação à efetivação das leis.

Em primeira instância, utilizar a internet por muito tempo aumenta a probabilidade de ocorrer crimes virtuais. Prova disso é que consoante com uma matéria da BBC News Brasil, os casos de pedofilia na internet aumentaram em 2020, pois estão ocorrendo acessos de jovens com mais frequência devido à quarentena. Portanto, evitar ficar muito tempo nas redes sociais é uma forma de mitigação.

Outrossim, o espaço virtual caracteriza-se como uma ‘’terra sem lei’’, o que contribui para a manutenção do sentimento de impunidade. Posto isso, a máxima de Jhon Locke é viável no período: ‘‘Onde não há lei, não há liberdade’’. Nesse viés, os internautas possuem uma falsa sensação de liberdade, porque navegam por diversas páginas, todavia não estão livres das injustiças. Logo, conhecer o modo de atuação dos criminosos é amortecer possíveis estragos maiores.

Destarte, para solucionar os desafios a Polícia Federal, juntamente, com o Ministério da Educação e Cultura(MEC) devem promover palestras nas escolas bimestralmente. Isso pode ser executado através do patrocínio do MEC, o qual receberá prioridade na destinação de verbas da União. Tais publicidades devem expor os diversos exemplos de crimes cibernéticos: financeiro, ‘‘cyberbullying’’, ‘‘fake news’’, assédio, dentre outros, alertando os pais para estabelecerem limites de acesso para os filhos  e auxiliando na prevenção contra a atuação dos infratores. Assim sendo, os internautas terão mais liberdade e o índice de criminalidade será diminuído.