Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/12/2020

No livro “O ceifador’’, são mostrados diversos momentos em que personagens da obra ultilizam da internet como meio para roubo de informações e outros recursos. Todavia, não é somente na ficção que atos dessa natureza ocorrem, dado que, segundo o site G1, 32 milhões de brasileiros já foram afetados por esse tipo de crime uma ou mais vezes. Desse modo, estando ciente dessa realidade, cabe debater como o senso comum, somado ao alto número de sites sem qualquer segurança contribuem para essa estatística.

De início, deve-se destacar que, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado da natureza é um ambiente no qual a falta de leis rigidas impossibilita que haja segurança, igualdade e respeito mútuo entre os indíviduos, tornando-se um local democrático apenas com o Estado Cívil. Ademais, o MCI (Marco Civil da Internet)(conjunto de leis que defendem direitos dos usuários) atualmente ainda se mostra como uma das vítimas desse processo de transição, haja visto que, de acordo com o site Exame, apenas 60% dos sites brasileiros seguem essa regulamentação. Destarte, a assosiação de todos esses dados mostram como o mundo digital ainda é precário no que tangência à segurança e como esse cenário dificulta o combate aos crimes cibernéticos.

Em segundo lugar, vale ressaltar que, para o sociólogo Emile Durkheim, o fato social, também popularizado atualmente como senso comum, é um conjunto de cenças que se baseiam na linha de pensamentos da população em geral. Outrossim, um bom exemplo desse comportamento é a crença de muitas pessoas que usam os meios digitais de que podem usar do ‘‘anonimato’’ sem ter de arcar com as consequências de seus atos ou cementários. Dessarte, a falta de informações somada a parcial camada de ‘‘segurança’’ que as mídias digitais, em especial, disponibilizam, mostram-se como fatores que alavancam tanto os famosos ‘‘discuros de ódio’’ quanto abre brexa para outras pessoas mal-intencionadas.

Portanto, estando a par de todas essas falhas que reduzem a segurança do ambiente ciberbernético, fazem-se necessárias medidas para mitigarem essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da segurança em parceria com a União, criar propagandas e leis que promovam a proteção dos frequentadores desse meio. Para tanto, cabem a esses organizações disponiblizarem verba pública para a formação de campanhas que mostrem como a internet não garante o anonimato nem a insenção de culpa sobre ações realizadas nela, além de legislar regras que obrigem todos os sites a seguirem a MCI. Dessa maneira, será possível tornar nossa sociedade mais justa e fazer com que a ação ocorrida no livro passe a ocorrer somente na ficção.