Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 16/10/2020
A globalização é um processo que tem como objetivo facilitar o transporte de dados, comunicações e o comércio pelo mundo. É evidente que, com isso, houve o aumento de meios tecnológicos, que na maioria das vezes facilitam e portam dados pessoais, porém esse atual processo evolutivo trouxe consigo um exacerbado aumento de atividades ilícitas nos meios virtuais, tornando a internet um lugar comandado por “hackers” e outros “vilões digitais”.
Neste interim, torna-se visível a vulnerabilidade dos internautas aos ataques digitais, muitas vezes ocorridos pela constante tendência de compartilhamento de dados pessoais nas vias cibernéticas. Dessa forma, o usuário facilita e encurta o trabalho de “hackers” mal-intencionados, como os “black hats”, que podem utilizar os dados em fraudes, falsidades ideológicas e ameaças, levando a consequências nas vidas íntimas das vítimas, criando um imbróglio na vida dos usuários atingidos.
Segundo o filósofo e físico matemático René Descartes, “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis”. Pode-se afirmar diante de tal frase que os infratores são imunes às atuais defesas encontradas na internet, visto que estes criminosos conseguem facilmente atravessar “firewalls” e “VPNs”, que visam a proteção dos navegantes da web, onde, na verdade, estão desprovidos de segurança tecnológica.
Logo, é necessário aperfeiçoar as normas brasileiras acerca das violações virtuais, portanto o Governo e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações devem criar estratégias com fito de mitigar esses frequentes crimes, além de desenvolver novas barreiras digitais para assegurar maior privacidade e proteção. Também, direcionar verbas a estudos e pesquisas voltados a resolução dos “cibercrimes” e investir no aprimoramento da legislação às infrações na web, criando leis mais rígidas e delegacias especializadas para estes delitos digitais, tornando eficaz o combate a transgressões cibernéticas.