Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 16/10/2020

O filme/documentário “o dilema das redes”,lançado recentemente na Netflix traz à tona uma importante discussão sobre os limites de exposição nas redes sociais.Mostrando assim, o quanto as pessoas são constantemente vigiadas e monitoradas pelos sistemas.No Brasil atual,essa reflexão se faz bastante necessária, haja vista que os crimes cibernéticos estão cada vez mais frequentes no dia a dia da população.Isso porque,a ineficácia de educação informática e a fragilidade da computação se tornam um óbice na sociedade contemporânea, o que desperta a necessidade de intervenção.

De início,é visivelmente notável que a impraticabilidade da informática educativa no ambiente escolar,contribui para que os indivíduos desenvolva alienação por parte dos aparatos tecnológicos. Onde,não sabem que tipo de informações esses equipamentos coleta dos usuários,podendo assim,colaborar para diversos crimes virtuais.Assim,de acordo com o levantamento feito pela associação Safer Net Brasil em parceria com o Ministério Público Federal(MPF),contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais,como pornografia infantil e conteúdos de apologia e incitação à violência. Isso apenas mostra o quão fragilizado é o Brasil tecnologicamente,afinal é o segundo país com maior número de crimes via internet.

Ademais,percebe-se que a vulnerabilidade das comunicações via satélites,celulares e fibras ópticas facilita para a manifestação de anonimatos,no qual usam as oportunidades para aplicar golpes.Tal qual enviar  notificações falsas,links de phishing que ao clicar,as vítimas inserem seus dados,o que faz com que eles tenham controle.Nessa concepção,o filósofo Michael Foucault em “Vigiar e punir”,afirmava que a pessoa é vigiada o tempo todo,mas não sabe por quem.Este termo não é diferente no meio virtual,onde os usuários tem seus dados invadidos,sem mesmo perceber e que muitas vezes tem a sua intimidade exposta.O que é assegurado na Constituição Federal,Art 5,onde busca preservar privacidade e intimidade dos cidadãos.

Portanto,urge-se a necessidade de intervenção para a problemática em questão.Assim,cabe ao Estado em parceria com o Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovações,implantarem educação informática em todas as escolas,tanto pública como privada.Por intermédio de sistemas computacionais,visto que possibilitará a automatização de atividades humanas através do processamento de informações.Com a finalidade de proporcionar ao público alvo um maior conhecimento sobre os meios virtuais.Ademais,é necessário que as agências de comunicação,criem um sistema revolucionador para proporcionar ao cibernauta uma maior proteção dos dados.Somente assim,os relatos presentes no dilema das redes deixará de ser realidade.