Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 16/10/2020
Os celulares são muito presentes em nosso cotidiano. Adultos, jovens e até algumas crianças usufruem dessa tecnologia, mas poucas pessoas têm noção do perigo a que são expostas quando mexem em tais aparelhos. No Brasil há um registro diário de, pelo menos, 366 crimes cibernéticos e segundo especialistas um fator que contribui para o alto número de infrações é o descuido das pessoas em relação ao uso de ferramentas que auxiliem na proteção dos celulares contra a invasão de hackers.
“O sistema telefônico não garante o sigilo das comunicações de forma perfeita. O investimento das empresas tem sido mais para fazer com que o usuário não perca uma ligação ou conexão do que no sentido de impedir que essa conversa seja interceptada. Essa fragilidade é um problema mundial”, afirma o professor Jorge Henrique Fernandes, do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Brasília. As invasões recentes aos celulares de algumas autoridades da República mostram claramente que o sistema telefônico é extremamente desleixado em relação a interceptação de mensagens assim como foi dito pelo professor Jorge Henrique.
A associação SaferNet Brasil, juntamente com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou cerca de 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia à violência e crimes contra a e outros, comparando com o ano anterior a quantidade de ocorrências deu um salto de quase 110%. De acordo com o professor Fabrício Mota a falta de educação informática contribuí para as altas taxas de crimes, pois a população não entende o grande poder do dispositivo que possuem.
A primeira coisa a se fazer para que o problema seja resolvido é implantar um programa de educação informática nas escolas de todo o país, dessa forma as próxima geração já teria noção do perigo contido nos celulares e de como prevenir uma invasão. Em segundo lugar o governo deve criar um grupo de profissionais que ficará responsável por verificar os aplicativos em circulação e garantir que eles não apresentam riscos aos usuários.