Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 19/10/2020

O linear da história da humanidade é marcado por diversas evoluções, que mudaram o comportamento do homem mediante a essas novidades. Hodiernamente, entretanto, evidencia-se a evolução tecnológica e suas mazelas, como os crimes cibernéticos - atos ilícitos que usam tecnologias do meio informacional como principal recurso. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema alicerçado na falta de informações e na escassez de recursos para a adaptação do comportamento humano, em um cenário de grande desenvolvimento  informacional tecnológico.

Em primeira análise, a carência de informação, no tocante da problemática, pode agravar o impasse, uma vez que, os usuários, que não possuem um conhecimento mais abrangente dos perigos propiciados pelo meio virtual, podem deixar de tomar medidas preventivas , das quais dificultaria a atuação de criminosos cibernéticos. Em alusão ao pensamento de René Descartes: “penso, logo existo”, a privação de campanhas informacionais dos perigos virtuais, por exemplo, contribuiria para a extinção de indivíduos pensantes nesse meio informacional. logo, a falta de um intervencionismo estatal, na questão da divulgação do conhecimento, pode ser a causa dos usuários dessas tecnologias se transformarem em vítimas de crimes virtuais.

Além disso, a dificuldade em uma adaptação, às novas tecnologias em ascensão, tem como consequência a falta de mecanismos jurídicos mais eficazes, a exemplo da Lei Carolina Dieckmann, que não possui especificações técnicas mais atualizadas, visto que, ela é 2013 e os crimes virtuais avançam no mesmo ritmo que novas inteligências informacionais aparecem. Em destaque ao jogo “Among Us”, o qual possui como principal objetivo o descobrimento de um traidor, o sistema jurídico ,acerca de crimes cibernéticos, converge com o objetivo do jogo em questão, a medida que, a partir de entraves e obstáculos, tem que descobrir quem cometeu tal ato ilícito no meio virtual. Deste modo, com técnicas desproporcionais de investigação e sistemas jurídicos estagnados, a polícia ou órgãos responsáveis, por coibir essas práticas ilegais, não teriam uma boa desenvoltura no jogo e nem na vida real.

Torna-se claro, portanto,  relevância de medidas corretivas à problemática em questão. Para que isso ocorra, é necessária a intervenção do Estado, a partir da elaboração de leis mais atualizadas, bem como na divulgação dos perigos e meios de evitar os crimes virtuais, utilizando-se dos próprios meios virtuais e grandes veículos de comunicação, como propagandas televisivas. Isso, consequentemente, diminuiria os casos de crimes virtuais e conscientizaria os leigos desse meio. Assim, haverá a resolução do impasse e os crimes cibernéticos não se alicerçarão na sociedade atual.