Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 17/10/2020

Thomas More, por meio do livro “Utopia”, narra a realidade de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o Brasil se mostra distante da idealização de More, principalmente quanto a deterioração da segurança na internet com a ampliação de crimes cibernéticos. Destarte, cabe analisar tanto o sentimento de impunidade, quanto a escassez de fiscalização e leis como fatores que cercam esse cenário fatídico.

A principio, é imprescindível considerar que o individuo acredita estar mascarado pela tecnologia, sendo invisível perante a sociedade, cultivando um excessivo sentimento de liberdade. A partir dessa conjuntura, pode-se fazer analogia ao filme Matrix, o qual descreve o mundo tecnológico como um deserto sem leis. Logo, deve-se trazer à luz ao pensamento crítico de que a sensação de invisibilidade, amplia a concepção de que não é problemático tomar ações impudentes.

Outrossim, faz-se necessário avaliar a negligência estatal quanto a preservação da segurança tecnológica individual, uma vez que não há um policiamento adequado. Essa ideia faz analogia ao pensamento do filósofo Aristóteles, o qual afirma que a lei é uma ordem e uma boa lei é uma ordem. Assim sendo, pode se inferir uma correlação com a falta de uma vigilância adequada com um cenário cibernético conturbado.

Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito, cabe à mídia, mediante propagandas em redes sociais, abordar a necessidade de boa conduta no meio tecnológico, com o intuito de amenizar o contexto conturbado de violência. Ademais, é dever do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de verbas estatais, ampliar o setor de segurança na internet, para que seja cultivado um ambiente saudável. Quem sabe assim, o Brasil se assemelhe mais com a idealização utópica de More.