Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 10/11/2020
A presença da tecnologia fomentou as comunicações e encurtou distâncias, através da famosa “praça virtual”, ou seja, espaços virtuais que substituíram os ambientes tradicionais, tal avanço modernizou as práticas criminosas a esses novos nichos informatizados. Em concórdia, a falta de adaptações de usuários com o novo horizonte digital e a ausência de segurança nas plataformas sociais legam os crimes cibernéticos. Diante disso, cabe analisar os fatores que sustentam essa situação.
Em primeiro lugar, o mundo globalizado é alimentado pelos crescentes afluxos dos avanços tecnológicos, mas a modernização radical acarreta adaptações lentas à indivíduos. Em exemplo, na Grécia Antiga, as relações sociais eram feitas por meio da oralidade e presenciais, nas “ágoras”(praças públicas), mas essa postura perdurou-se durante os séculos. Com isso, entende-se que a vulnerabilidade virtual de vários usuários está intrinsecamente homóloga à falta de adaptações aos mecanismos informatizados, o que favorece a cultura criminosa no mundo virtual.
Em segundo plano, a falta de segurança no mundo eletrônico engendrou o fortalecimento de pseudônimos, criminosos cibernéticos que sequestram dados ou até mesmo apropriam-se de dados públicos com intuito de lesar a honra da vítima. Exemplo disso, foi a atriz, brasileira, Luísa Sonsa que teve seu perfil do Instagram hackeado, minutos depois um nudes que teria sido enviado para seu namorado, foi publicado no seu perfil. Portanto, o espaço virtual, também chamado como “diário moderno”, é incapaz de asseverar o sigilo das informações dos usuários e até mesmo da honra dos mesmos.
Infere-se, pois, que os desafios ao combate dessa nova modalidade criminosa devem ser superados. Cabe ao Governo Federal a promoção de programas que instruam o uso consciente das redes, através de vídeos aulas feitas por profissionais da área para os usuários e ao Poder Judiciário cabe pressionar as plataformas digitais ao fortalecimento do sistema de segurança dos respectivos aplicativos. Resultado disso, é a redução da vitimização inconsciente e o fortalecimento da seguridade digital.