Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 23/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a luta contra crimes cibernéticos apresenta barreiras gigantes, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da sensação de anonimidade para os criminosos, quanto da precarização tecnológica da polícia brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento de sociedade segura.
Precipuamente, é fulcral pontuar a sensação de ser anônimo como o principal promotor do comportamento criminoso em ambiente cibernético. Nesse sentido, pode-se destacar a tecnologia “Virtual Private Network” (VPN), que funciona com várias redes de aparelhos que trocam incessantemente informações de tráfego na internet, o que causa dificuldades no rastreamento e garante uma maior privacidade. Por essa perspectivas, tecnologias como o VPN elucidam o cenário caótico e crescente na internet mundial, onde cada vez mais os covardes criminosos se escondem de diversas formas, logo, algo que dificulta o trabalho das autoridades.
Além disso, é imperativo ressaltar que além do empecilho supracitado as forças policiais brasileiras enfrentam a precariedade tecnologica para operar contra esses crimes. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar geral da população e protege-la, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de investimento na segurança cibernética. Dessa maneira, tem-se que as autoridades de segurança nacional não possuem as ferramentas necessárias para coibir tais delitos com problemas estruturais como a falta de grupos e delegacias especificas, computadores avançados e legislação singularizada. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço desses crimes na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a impunidade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Segurança, será revertido na criação de uma força policial especializada em crimes cibernéticos, através de um seleção cognitiva rigorosa dos agentes, um acervo diversificado de equipamentos de qualidade, profissionais de diversas áreas da tecnologia e um investimento constante. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos crimes supracitados, e a segurança alcançará a Utopia de More.