Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 26/11/2020
“Roubo”, ‘‘furto’’, ‘’extorsão’’… Até o advento da internet, essas foram as palavras que aterrorizavam os cidadãos. Após a sua criação, as palavras passaram a ser: “malware”, “miners” e “spybot”. Todas elas são tipos daquilo que é conhecido popularmente como vírus de computador. A sua ameaça nunca foi tão presente quanto agora, principalmente, pela falta de uso de sistemas protetores nos computadores domésticos.
Certamente, o problema de roubo de dados pessoais pela internet é causado pela falta de cuidado dos usuários ao utilizarem seus dispositivos. De acordo com Gabriel Pato, analista de segurança cibernética, navegar pela internet sem usar um antivírus pode ser comparado a beber água de uma fonte poluída, já que, segundo dados de uma pesquisa da UFMG, 70% das mensagens enviadas pela internet continham algum tipo de vírus.
Desse modo, crimes virtuais como: clonagem de cartão, roubo de senhas de aplicativos de bancos e roubo de dados pessoais estão ficando cada vez mais frequente. O aumento foi tão abrupto que a Avast, empresa de segurança digital, anunciou que unicamente em maio de 2020 impediu mais ataques do que em 2019 inteiro. Ademais, dados da Clear Sale confirmam que de cada 100 reais usados para compras virtuais, 3.26 reais são fraudulentos.
Em suma, a segurança digital depende dos usuários contratarem empresas de seguranças digitais, logo, para estimular isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deveria investir em cupons de desconto em aquisições de planos de antivírus que seriam distribuídos a população. Isso faria com que a população contratasse mais sistemas de proteção, que diminuiria o roubo de dados e, portanto, os crimes relacionados a isso também seriam reduzidos.