Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 18/10/2020
A ética seria nas palavras do filósofo Clóvis Barros Filhos, a “inteligência compartilhada à serviço do aperfeiçoamento de uma convivência melhor”. Sob tal perspectiva em um mundo supostamente ideal, a essência moral de uma sociedade preservaria os valores individuais visando a dignidade e o respeito para o bem comum. Contudo, em um mundo permeado por desconfianças e interesses, torna-se previsível que as ferramentas cibernéticas sejam utilizadas para fragmentar a ética e manipular os dados com vista aos próprios interesses. No Brasil, os crimes cibernéticos tem tomado posições que ferem os direitos humanos, e perpetuam a generalização de problemas que retardam o desenvolvimento de uma sociedade, levando-a a crises de ordem social, econômica e politica. É de extrema importância que o cenário atual seja trabalhado, e possa garantir o respeito ao próximo, bem como a democratização da privacidade de informações presente nas redes.
Nas palavras do físico Albert Einstein “tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Em conformidade com a ideia, a internet serviu de suporte para que empresas e diversas instituições, procurassem ao máximo absorver os dados dos usuários de rede, como forma a manipular e gerar elementos que pudessem garantir a nossa atenção para produtos no mercado, disseminação de informações etc. O problema se deve ao fato de que, o controle desses meios se converteu em mecanismos assustadores de persuasão e invasão da privacidade. Desta forma, os usuários que não possuem conhecimento do perigo presente, podem ser alvos de Hackers e ter senhas do cartão alteradas, divulgações falsas de informações em suas redes que não lhe pertencem, ou ser ameaçados por entidades criminosas.
Além disso, casos de pedofilia e pornografia infantil, tem se manifestado com frequência, e apontam para o modelo vigente de nossa estrutura cibernética, que diz respeito a ineficácia de uma vigilância eficiente, e a falta de ensino sobre como dominar a tecnologia, e não deixar que esses meios possam controlar nossas atividades da rede. As “fake news” constituem outro exemplo, que ameaçam a integridade social, e multiplicam a propagação de ideias falsas que levam por exemplo, a movimentos de antivacinação.
É necessário, que a internet seja uma ferramenta conhecida e democratizada. A educação sobre como se proteger em meio aos dados cibernéticos deve ser perpetuada nas escolas por meio de palestras e aulas direcionadas ao mundo virtual. Além disto, a publicidade cibernética, deve interagir de forma a fazer o usuário refletir, questionar, e perceber a veracidade de informações, atentando para aquilo que é direito de cada individuo, o respeito de sua privacidade no meio virtual.
É de extrema importância para o bem da nação que, a conscientização no mundo digital se faça presente de forma a nos protegermos, e assegurarmos a democratização da segurança