Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 24/10/2020
Com a Terceira Revolução Industrial, desenvolveu-se o meio técnico-científico informacional, a partir do qual o acesso a internet, posteriormente, abriu portas para uma nova onda de crimes. Diante disso, esses crimes, conhecidos como cibernéticos, persistem devido ao descuido da população a respeito de ferramentas de proteção de dados e a inobservância estatal frente a necessidade de uma educação digital à população. Assim, é crucial a tomada de medidas que amenizem os impactos desses entraves.
Em primeira análise, de acordo com um levantamento a respeito da incidência de crimes cibernéticos, feito em 2018 pela associação Safer Net Brasil, em comparação com o ano anterior, aumentou quase 110%. Nesse cenário, o episódio “Shut Up and Dance” da série Black Mirror, retrada a ação de “Hackers” na vida de algumas pessoas e como eles têm controle sobre dados alheios. O que exemplifica, dessa maneira, o quanto a população está sujeita a sofrer crimes na internet, uma vez que não dão ênfase à segurança de dados que as redes não garantem simplesmente.
Ademais, de acordo com o sociólogo José de Souza Martins, as pessoas não são excluídas socialmente, e sim incluídas perversamente. Dito isso, cabe ressaltar que a inclusão da população no âmbito das redes sociais foi, em parte, perversa. Assim, depreende-se que as autoridades governamentais não se preocupam com altos índices de crimes cibernéticos, uma vez que não há legislação que garanta a segurança à população conectada e, muito menos, que penalize os crimes cibernéticos. Conclui-se, então, que por esses fatores esses crimes tendem a aumentar.
Portanto, é indispensável a tomada de medidas para que os desafios no combate aos crimes cibernéticos sejam amenizados. Para isso, é necessário que o governo, juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), desenvolva leis que penalizem os autores de crimes cibernéticos, a partir de reuniões parlamentares. Outrossim, o MCTI deve disponibilizar conteúdos que alertem e informem a população sobre o controle de dados, por meio das mídias sociais, como o Instagram.