Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 26/10/2020
No contexto da bipolaridade política, Guerra Fria, que surgiu a internet. Desde o seu surgimento que o espaço social é pautado na facilidade de comunicação e informação. No entanto, o seu nascimento não só trouxe pontos positivos, mas tem se tornado um meio para disseminar ideologias preconceituosas e imorais, e além disso, sendo um veículo de apologia ao crime e de propagação da violência digital.
O uso das redes sociais se faz em diferentes propósitos, dentro deles, a conduta imoral de crimes cibernéticos. Decerto, que os meios tecnológicos favorecem a facilidade de interação entre as pessoas, por isso caso não sejam utilizados de forma correta torna-se um espaço eficaz para se cometer delitos. Uma investigação feita pelo Polícia Civil no Brasil relatou que atos de discriminação, ameaças, práticas de assédios morais e formação de comunidades que incentivam o crime duplicam a cada ano, e que o anonimato no meio virtual potencializa os crimes na internet. Assim, é evidente que a internet traz duas facetas antagônicas à sociedade que consiste em um entrave para a coesão social.
Indubitavelmente, essa problemática está longe de ser solucionada, afinal apesar de haver sancionado em 2015 a Lei Carolina Dieckmann que pune os usuários que cometeram crime cibernéticos, é perceptível que as práticas ainda persistem no meio virtual. Haja vista, que as leis não bastam pois não mudam o homem. Ademais, a fiscalização na Internet é ineficaz e também a maioria das vítimas tem receio de denunciar os criminosos por causa das constantes ameaças sofridas. Aliado a isto, muitos delinquentes são impunes por causa da demora nos julgamentos judiciais.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar o impasse. Dessa forma, é necessário que a Polícia Civil em parceria com o Ministério da Comunicação crie uma ouvidoria online destinada as denúncias de crimes cibernéticos e grupos que fazem apologia ao crime. Além do mais, é crucial a disponibilização de profissionais pelo Órgão de Advogados do Brasil que atendam os casos específicos dos crimes na internet, com o fito de agilizar os processos judiciais e para que nenhum criminoso fique impune. E como ferramenta socioeducativa, é imprescindível que o Ministério da Educação promova palestras aos alunos, ministradas pelos professores, com o intuito de ensiná-los a ser éticos no meio virtual. Afinal, de acordo com Pitágoras, é importante que eduquem as crianças para que não seja preciso punir os homens.