Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 20/10/2020
Machado de Assis, em sua fase realista despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, pode-se observar aspectos semelhantes no que tange à questão do combate aos crimes cibernéticos. Nesse contexto, torna-se evidente como causa a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática.
Decerto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de um solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, pode-se observar no Brasil contemporâneo, a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação -sobre os ricos e deveres no meio digital- da população, para evitar a consolidação do problema.
Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática, é a má conduta midiática. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Pierre Bourdieu, prega que o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. No entanto, no que se refere a as consequências dos crimes cibernéticos, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto a prática de conscientizar a nação de forma realista.
Assim sendo, é notório a dificuldade de forma um país mais ético, A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do estado. Para isso o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cidadania -tendo o Ministério da Educação à frente- deve criar um Programa Nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e palestras que ensinem a apologia ao respeito, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade ao próximo.