Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 21/10/2020
“A tecnologia move o mundo”, frase cunhada por Steve Jovs, o então falecido ex-dono de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, nos revela uma acertada prospecção de um futuro, não muito distante, cada vez mais ciberneticamente conectado. Porém, a contra gosto da visão cunhada por Jobs, os crimes cibernéticos no Brasil e no mundo, que dobraram em casos em 2017, tem impedido ou limitado a adesão de novas tecnologias de segurança. Um cenário de negligência e falta de conhecimentos técnicos são as causas dos recentes aumentos no número de crimes cibernéticos cometidos.
Primeiramente, a negligência dos usuários tem sido foco de análise das grandes corporações como Microsoft, Google e Apple. Contextualizando, as empresas de tecnologia estão na grande maioria do tempo, a frente dos criminosos, produzindo sistemas de segurança melhores e mais seguros, porém, para que tais sistemas sejam colocados em prática, a adesão voluntária dos usuários é um fator chave. E tais empresas, se veem numa situação ímpar, onde os usuários tomam atitudes negligentes ao não adotar as mais recentes e mais seguras alternativas e versões dos aplicativos que as empresas disponibilizam, permanecendo com sistemas defasados e antigos, comprometendo a segurança. Boas práticas como seleção de senhas complexas para evitar serem descobertas e adoção de sistemas de dupla confirmação para que a identidade do usuário seja confirmada também são por muitas vezes negligenciadas. E a emblemática senha ‘123456’ (extremamente insegura) que ocupa o 1º lugar representando 20% de todas as senhas cadastradas no Facebook, apesar de todos os avisos amplamente divulgados para a não utilização de senhas fáceis e previsíveis, evidenciando a falta de compromisso dos usuários com a própria segurança, alienando-se das práticas de auto proteção.
Posteriormente, os invasores que passarem pela proteção de um usuário não negligente, encontrarão um cenário exposto e frágil devido a falta de conhecimento técnico dos programadores de sistemas. Em países emergentes como o Brasil, residem programadores pouco experientes, que utilizam-se de tecnologias antigas e defasadas e de modelos pouco seguros, o que compromete o sistema como um todo, expondo dados de milhares de pessoas cadastradas ciberneticamente.
Enfim, para resolver esse cenário, plataformas de desenvolvimento de sistemas cibernéticos como W3, Wordpress, Heroku ou Hostgator deverão proporcionar de forma gratuita cursos e documentações online de segurança da informação, que serão disponibilizados nos sites oficiais a fim de suprir a falta de conhecimento técnico dos programadores por meio promoção em massa de boas práticas de segurança da informação, os sistemas mais atualizados e suporte aos desenvolvedores.