Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 21/10/2020
A internet, inicialmente chamada de Arpanet, foi criada em 1969 nos Estados Unidos e possuía unicamente a função de interligar laboratórios de pesquisa. Contudo, hodiernamente, a rede de computadores ganhou significativo papel nas relações sociais, porém, de forma negativa, também é usada como meio para prática de crimes cibernéticos. Nesse viés, o problema perpetua-se devido à omissão governamental e à falta de educação tecnológica nas redes de ensino.
Primeiramente, é válido destacar que o governo é omisso sobre o problema. O Estado é responsável por garantir e assegurar aos cidadãos os direitos prescritos na Carta Magna de 1988. Todavia, quando o Estado não promove medidas de combate aos crimes virtuais fere profundamente os princípios constitucionais. Assim, o governo deve de forma urgente promover a regulamentação dos crimes cibernéticos, para que a população tenha seus direitos assegurados.
Ademais, é indubitável que a ausência de educação tecnológica desencadeia o impasse. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse contexto, em consonância ao pensamento de Kant, é nítido que a falta de matérias direcionadas ao ensino do uso digital nas escolas promove o desconhecimento de formas de prevenção contra os crimes virtuais. Desse modo, enquanto uma educação de base sólida não for ofertada pelo governo, muitos indivíduos continuarão desconhecendo as maneiras de se prevenir contra os delitos virtuais, portanto, mantendo-se alienados no mundo tecnológico.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater a problemática. Nesse sentido, o Ministério da Educação, por meio de políticas públicas, deve criar oficinas direcionadas ao ensino do uso da tecnologia e prevenção contra os crimes cibernéticos. As oficinas devem ser ministradas por professores especializados, bem como, devem ser ofertadas nas escolas de rede pública e privada, com a finalidade de ensinar aos alunos como utilizar à rede on-line com segurança.