Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 26/10/2020
Crime cibernético é uma atividade ilícita praticada por pessoas ou organizações que tem como alvo ou faz uso de um computador, uma rede de computadores ou um dispositivo conectado em rede. Portanto, diante da imensa gama de informações que as tecnologias dispõem, boa parte da população e até mesmo empresas encontram dificuldades em identificar situações suspeitas por não terem entendimento do assunto, o que contribui para que o ato de combater essa espécie de crime torne-se uma tarefa árdua para os órgãos de segurança,
Primeiramente, é evidente que o elo mais fraco dentro do mundo digital é o usuário, visto que muitas vezes não possui conhecimento suficiente para proteger-se de possíveis ameaças presentes nesse meio. De acordo com o professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas em todo o Brasil, Andre Miceli, se o internauta aprender preservar seus dados pessoais na internet, 80% dos casos de crimes virtuais estariam resolvidos. Diante disso, é notória a necessidade da educação cibernética para a proteção da população.
Por conseguinte, é importante analisar que há uma carência na segurança tecnológica nas empresas brasileiras. Segundo uma pesquisa realizada pela Alvarez & Marsal com 150 executivos sêniores de empresas brasileiras, 20% dos entrevistados não sabem quem é o responsável pela segurança da informação em suas organizações e outros 28% acham que o assunto é apenas de responsabilidade de TI. Nesse sentido, com os ataques pela internet se tornado cada vez mais frequentes e difíceis de se combater, informações como essa são alarmantes, visto que pode gerar um prejuízo enorme não só para companhias em questão, mas para a economia nacional.
Dessarte, é mister a ação do governo para a possível resolução do problema. Visando capacitar os cidadãos à se precaver diante das ações criminosas no cenário virtual, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem os possíveis tipos de atividades delituosas nas plataformas virtuais, sugerindo ao interlocutor que desenvolva filtros em busca de se proteger desses atos. Só assim, será possível a construção de uma sociedade mais segura e disciplinada contra os crimes cibernéticos.