Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 22/10/2020

O perigo dentro das telas

O filósofo Jean-Paul Sartre defendeu que cabe ao individuo decidir a maneira como agir. Porém, é clara a irresponsabilidade da sociedade no que diz respeito aos crimes cometidos na internet. Nesse contexto, pode-se salientar como causas do, anteriormente citado, problema não só a insuficiência legislativa como também um movimento de opressão.

Disse uma vez John Locke “As leis fizeram-se para os homens não para as leis”. Dito isso, segundo o pensador, uma lei deve ser criada para melhorar a vida da sociedade em sua aplicação. Entretanto, consegue-se ver um reflexo contrário ao pensamento de Locke quando, segundo o Ministério Público Federal em parceria com a Safernet, houve um aumento de 110% de denúncias a delitos virtuais de 2017 a 2018, portanto, isso prova que a legislação vem sendo insuficiente nesse quesito, já que os crimes tiveram um aumento ao invés de regredirem.

Segundo Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Contraposto, em 2018, 133.732 queixas de delitos virtuais como, por exemplo, apologia à violência contra mulheres e pornografia infantil foram evidenciadas, segundo, também, o Ministério Público Federal em parceria com a Safernet. Logo, sendo a internet um instrumento criado para unificar e auxiliar a sociedade e evoluir, não deveria, ela, ser utilizada como mecanismo para oprimir, ofender e expor criminosamente pessoas.

Como solução, para o debatido problema, é preciso que a escola, em parceria com a prefeitura, promova um espaço para rodas de debate sobre desafios no combate aos crimes cibernéticos no ambiente escolar. Também, tais eventos podem ocorrer no período extraclasse com a presença de professores e profissionais no assunto. Além disso, essas reuniões não devem se limitar apenas aos alunos, mas sim serem abertos à comunidade, a fim de proporcionar uma maior rede de conhecimento a todos.