Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 22/10/2020

No documentário “Snowden”, um ex-funcionário do governo do Estados Unidos revela operações de vigilância e controle sobre inúmeras pessoas, pela internet, que realizava em seu emprego. Fora da narrativa, já na atualidade, a falta de um corpo fiscalizador digital e os inúmeros modos de serem executados os crimes digitais são percalços que dificultam o combate aos cibercrimes, carecendo, por conseguinte, de resolução.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a ausência de um corpo que fiscalize as ações praticadas na internet representa um problema. A exemplo disso, segundo o jornal O Dia, apenas no primeiro semestre de 2020, mais de 2,6 bilhões de ataques cibernéticos ocorreram no Brasil. Dito isso, elucida-se que a existência de um aparato que regulamente os dados veiculados na internet é de extrema importância, visto que a falta dele contribui para o desenvolvimento dos crimes digitais.

Outrossim, as várias maneiras de um criminoso realizar um crime cibernético também representa um problema. Divulgados pelo site Olhar Digital, dados revelam que existem, atualmente, mais de 1,5 bilhões de sites registrados nas redes virtuais. Dessa forma, esclarece-se que o tamanho do mundo virtual permite que o possível criminoso opte por diversos rumos para cometer um delito, representando, assim, um obstáculo de extrema relevância no combate a essa ilegalidade.

Portanto, cabe ao Estado a resolução de tais problemas. Primeiramente, urge que a Polícia Federal inicie e intensifique operações de combate aos crimes digitais, por meio de prisões e investigações que, com efeito, aumentem a segurança dos usuários, inibindo possíveis ações de criminosos. Além disso, o Ministério da Tecnologia, aliado a empresas de telecomunicações, deve, por meio da regulamentação de sites e lojas, criar um sistema de proteção aos cliente que, por finalidade, garanta a seguridade de um comércio na internet. Por fim, após a realização de tais ações, casos de cibercrime serão facilmente inibidos e o uso dos meios virtuais será pacífico.