Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 23/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que a recorrência de crimes cibernéticos apresenta barreiras. Esse cenário é fruto tanto da baixa atuação do governo, quanto da atual dependência da internet.

A priori, é fulcral salientar a questão constituinte como uma das causas do problema. Nesse sentido, a não intervenção do estado propicia um ambiente inseguro para navegação, na qual os riscos de fraudes eminentes não são combatidos. Esse panorama pode ser observado no levantamento realizado pela Business Software Alliance (BSA), em que, dentre os países avaliados o Brasil ocupa último lugar no quesito segurança. Dessa forma, o número de cibercriminosos é crescente devido a não punição por seus atos.

Ademais, outro fato a ressaltar é a atual subordinação das pessoas  as redes. Sob esse espectro, dispositivos como smartphones detêm de diversas  fontes de informações, na qual podem ser utilizadas para golpes, como redes sociais, jogos e aplicativos de banco. Nessa conjuntura, o escritor e psicólogo Adam Alter destaca em seu livro “Irresistible”, que o vício nas telas avança de forma silenciosa. Desse modo, o risco associado ao crescente uso é real e progride de forma sinérgica.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dos crimes cibernéticos. Dessarte, com o intuito de mitigiar os impactos negativos, cabe Ministério  da Ciência e Tecnologia desenvolver algorítimos que filtrem hackers e vírus. Além disso, é de responsabilidade do Ministério da Educação, inserir, nas redes de ensino, disciplinas ligadas ao uso seguro da internet, com aulas, palestras e estudos de caso.  Dessa forma, espera-se, em médio a longo prazo, uma internet mais segura, na qual as gerações futuras não apresentem os problemas da atual, alcançando a utopia de More.