Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 28/10/2020

Em 2012, foi sancionada a Lei Carolina Dieckmann, que criminalizou atos como invasão de computadores e celulares, hackear sites e a divulgação de dados de usuários. Todavia, o combate a crimes cibernéticos ainda enfrenta muitos desafios, visto que diariamente arquivos e contas são invadidas, como o caso do presidente Jair Messias Bolsonaro, que após ser hackeado, teve suas conversas publicadas na internet.

Primeiramente, vale pontuar a negligência por parte de empresas telefônicas no quesito da garantia de sigilo em relação a chamadas e trocas de mensagens. No ano de 2020, a companhia Vivo foi condenada por fornecer dados de uma cliente para o seu ex companheiro. Nessa lógica, é inegável o descaso de companhias ligadas a área, que impede a população de ter acesso a um sistema operacional telefônico seguro e sigiloso.

Em segundo plano, deve-se ressaltar a falta de informações informáticas dos usuários que usufruem de aparelhos tecnológicos. Segundo o portal de notícias O Globo, até o ano passado, a tecnologia ainda não estava presente na maioria das escolas brasileiras, por falta de instrutura ou até mesmo falta de experiência por parte dos professores. Com isso, os jovens que compoem grande parte dos usuários da internet agem sem pensar na forma como se comportam na internet, por não terem noção de quão poderoso é o dispositivo que estão usando.

Portanto, pode-se inferir que os desafios no combate contra crimes cibernéticos no Brasil é um tema relevante e que carece soluções. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação direcionar recursos para escolas que ainda não tem acesso a tal privilégio, democratizando o acesso à tecnologia para alunos e professores, bem como promover palestras para conscientização de estudantes brasileiros. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça controlar empresas que se negam em cooperar com o assunto, aplicando penas mais rigorosas. Assim, a construção da cidadania será facilitada.