Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/10/2020
O filosofo ativista Allen Ginsberg afirmava que “quem controla a mídia, as imagens, controla a cultura.” Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade dos crimes cibernéticos no Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para as mídias sociais, considerando sua importância para promover uma sociedade mais crítica e reflexiva, que, consequentemente, tende a ser mais justa, igualitária e humanizada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na grande quantidade de crimes cibernéticos. No ano de 2012 a atriz Carolina Dieckmann teve seu computador invadido por hackers. Os criminosos subtraíram arquivos e fotos íntimas do aparelho da atriz e ainda a chantagearam cobrando o valor de R$10.000 para que as fotos não fossem publicadas na internet. Logo após a esse incidente a lei 12.737 entrou em vigor e acabou apelidada com o nome de Carolina. Diante do exposto o Governo atua como agente perpetuador do processo de segurança da população. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Faz-se mister, ainda, salientar o uso excessivo da rede como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade liquida” vivida no século XXI. Diante da nossa contemporaneidade os indivíduos se fazem totalmente reféns a esse programa tecnológico, no qual expõem toda sua vida pessoal, assim permitindo que os hackers tenham acesso mais fácil as suas informações. Consequentemente, a população fica totalmente exposta e sem falta de privacidade. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema.
Em suma, medidas devem ser tomadas para sanar esses desafios na resolução da problemática. Dessa forma, o Ministério da justiça deve fiscalizar de modo efetivo a privacidade de cada cidadão, por meio da instauração de processos mais transparentes, com a permissão de cada indivíduo, para mitigar a corrupção e melhorar a qualidade da segurança. Ademais, os indivíduos devem exercer o direito constitucional ao protesto, por meio de manifestações pacíficas, com intuito de diminuir a falta de privacidade. Dessa forma confirma-se a teoria de Allen Ginsberg, na qual o sujeito que obtém poder sobre a mídia é capaz de controlar a cultura.