Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 23/10/2020
Na série Altered Carbon, um futuro alternativo é retratado quando, por meio de um HD, o ser humano consegue viver eternamente. Mas, apesar da tecnologia, a série apresenta um problema muito mais palpável: como lidar com os avanços tecnológicos? Trazendo isso para a realidade, um mundo onde a tecnologia se infiltrará mais ainda na vida cotidiana do homem, a questão principal é como a comunidade irá administra-lá. Portanto, os desafios da falta de acesso e o controle das informações cibernéticas precisam ser solucionados.
Em primeira instância, é necessária a aproximação da sociedade com as novas tecnologias. A exemplo disso, em Altered Carbon apenas a classe média e alta tem acesso às tecnologias sofisticadas, o que, fazendo paralelo com a realidade, não é diferente. No Brasil, 30% da população não tem acesso a computadores e internet, dificultando, não só a socialização dessas pessoas, como também o entendimento delas com o mundo virtual e tecnológico.
Por consequência, analisar quem detém e deterá o controle das informações é importante. Visto que, em 2019, o Facebook foi julgado por estar usando dados pessoais dos perfis do site, a falta de privacidade não é algo fictício. Esse uso criminoso das informações só mostra que, apesar de toda segurança que é prometida, a privacidade ainda está comprometida. Logo, muitas vezes, o indivíduo se distancia da tecnologia por medo, comprometendo a aceitação, individual e social, dos avanços tecnológicos.
Em síntese, apesar da sociedade aparentar estar longe da vida eterna, os problemas nos meios de controle e distribuição da tecnologia precisam começar a serem solucionados. Urge, então, que o Ministério da Cidadania garanta o acesso a internet e aparelhos tecnológicos para a parcela da sociedade que não possui. Isso deve ser feito através de Lan House pública ou com um preço mais acessível, a fim de promover integração social e democratização desses mecanismos. Essa atitude pode proporcionar um contato maior com a vida virtual para os que não possui. Além disso, uma fiscalização em sites e aplicativos seria imprescindível. Assim, a sociedade pode se tornar mais familiarizada com a internet.