Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 23/10/2020

As mudanças que ocorreram com a Revolução Tecnocientífica redefiniram, de forma expressiva, a sociedade e a economia a partir do século XX. Atualmente, no entanto, constantes crimes cibernéticos impossibilitam que grande parte dos brasileiros tenham acesso a um uso seguro e eficaz do ambiente virtual. Isso se deve, em grande parte, à fragilidade socioeducacional, bem como à ausência governamental.

Em primeira análise, nota-se que a falta de atividades educacionais com o objetivo de desenvolver habilidades tecnológicas no estudante é um entrave. Sobre isso, o educador Paulo Freire defende, no livro “A educação do oprimido”, que o ensino é uma forma libertadora cuja finalidade é desenvolver o senso crítico-social de seus participantes. Entretanto, a precariedade presente em muitas escolas brasileiras compromete a adaptação do estudante ao cenário tecnológico. Consequentemente, tal formação desprovida de educação digital submete o aluno à frequentes crimes cibernéticos, o que, a longo prazo, é um problema.

Ademais, é evidente que a pouca participação do governo no combate à irregularidades cibernéticas contribui com a perpetuação dessa problemática. Para Thomas Hobbes, filósofo contratualista, é dever do Estado garantir a ordem social. Contudo, a introdução de programas públicos de monitoramento do cenário virtual - como softwares - ocorre de forma limitada no país, impossibilitando a garantia proposta por Hobbes.

Portanto, medidas são necessárias para equacionar o quadro em questão. Logo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de investimentos - como a compra de computadores e contratação de professores especialistas em educação digital, deve promover a formação de estudantes capacitados para enfrentar ataques cibernéticos. Com isso, espera-se que o Brasil apresente um ambiente tecnológico mais seguro, concomitante às teorias de Paulo Freire.