Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 03/11/2020
O programa “Catfish Brasil” relata casos de falsa identidade nas redes sociais e como as vítimas dessas infrações são afetadas psicologicamente. Nessa lógica, é evidente a ocorrência da tangenciação das leis no ambiente virtual. De maneira análoga à história fictícia, os desafios no combate aos crimes cibernéticos ainda enfrentam entraves no que concerne ao sentimento de impunidade no ambiente remoto, como também à ausência de orientação sobre o controle de dados na meio virtual.
Diante desse cenário, o sentimento de impunidade nas redes sociais é visto como fulcral para o crescimento dos crimes cibernéticos, uma vez que, pela identificação optativa nas redes sociais, os usuários publicam em seus perfis sem que haja perspectiva de infração de leis ou desvio das diretrizes de segurança, já que há a ausência de punição e a privação da identidade pessoal, contribuindo, dessa maneira, com a banalização de crimes na “internet”. Corroborando essa ideia, o seriado Control Z relata o cotidiano de jovens, que são ameaçados de exposição - por um hacker não identificado- nas redes sociais, o que comprova que a não averiguação individual na mídia impulsiona a quebra das regras no meio remoto, pois os violadores desenvolvem sentimento de impunidade devido à identificação facultativa. Logo, o anonimato virtual favorece o aumento de crimes cibernéticos.
Outrossim, a falta de orientação acerca da “internet” contribui com o acometimento de crimes virtuais, posto que, com uma maior exposição de informações pessoais nas redes, os dados publicados carecem de restrição, o que favorece a possibilidade de serem acessados e manipulados negativamente por usuários indefinidos. Nessa seara, o idoso João Nunes Franco teve uma de suas fotos públicas, utilizada como “meme”, sem consentimento, por páginas de humor no Instagram. Dessa maneira, é claro que o compartilhamento de dados pessoais na mídia podem ser distorcidos e acometer os direitos de segurança do internauta.
É necessário, portanto, que o Ministério da Ciência, como responsável por um pleno funcionamento das vias remotas, imponha sobre os sites e redes virtuais, uma maior fiscalização das postagens, criando plataformas especializadas, que deletem publicações com discursos de ódios, notícias sem fontes e fotografias pornográficas, a fim de promover a redução de crimes cibernéticos. Compete também as assessorias midiáticas das plataformas “online” que, por meio da verificação facial e da comprovação dos documentos identificatórios, comprovem a identidade e a maioridade dos internautas, com o fito de assegurar as diretrizes de segurança desses sites e reconhecer os usuários. Dessa forma, os desafios no combate a infração remota irão decrescer exponencialmente.