Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 23/10/2020
Conhecida por “cidadã”, pelo fato de ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição brasileira de 1988 garante direitos básicos a população. Entretanto, ao analisar os desafios no combate ao crime cibernético, percebe-se que, na realidade vigente, os ideais da carta Magna não são cumpridos, já que a segurança nacional não garante total proteção. Sendo assim, a baixa vigilância digital e o fácil acesso a dados pessoais “on-line” são entraves que auxiliam nesse problema.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de vigilância digital, visto que sem ela os números de delitos na internet aumentam, pois não há fiscalização e punição para os criminosos. De acordo com o empresário Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Contudo, as ferramentas tecnológicas não movimentam as investigações de crimes cibernéticos de forma eficiente, pelo fato de serem precárias e pouco desenvolvidas.
Outrossim, é imperativo postular o fácil acesso a dados pessoais no ciberespaço como agravante da problemática supracitada. Segundo uma pesquisa realizada pela associação SaferNet Brasil, em 2018, são registrados diariamente 366 crimes cibernéticos no país, haja vista que as informações pessoais livres nos meios de comunicação ajudam no aumento desse número. Portanto, dados individuais devem ser inseridos nas redes de conexão com cuidado, para que não fiquem expostos.
Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar os desafios no combate ao crime cibernético. Desarte, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela proteção da sociedade, junto com especialistas em informática, deve fazer projetos com o objetivo de diminuir a criminalidade na internet, por meio de criação de salas de monitoramento “on-line” em tempo integral. Ademais, pode-se fazer palestras alertando sobre o uso de dados pessoais nos meios de comunicação.