Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 24/10/2020
Segundo o magnata americano Steve Jobs: ‘‘A tecnologia move o mundo’’. Assim, com o advento dos meios tecnológicos o mundo passou por uma revolução de modo a facilitar serviços, encurtar espaços e democratizar a informação. Entretanto, os meios de massa virtuais também influenciou a ampliação de infrações, uma vez que existe tal facilidade em esconder sua identidade. Logo, é necessário debater sobre os empecilhos no combate aos crimes cibernéticos, de forma a pontuar as máscaras virtuais e a ignorância da sociedade.
A princípio, é importante ressaltar a existência de perfis ‘‘fakes’’ como um impasse na luta contra as transgressões virtuais. Assim, durante a Era Vargas, Getúlio utilizou de um plano falso, o qual incriminava os comunistas, para instalar o Estado Novo. Sob tal perspectiva, a manipulação de identidades e notícias mentirosas está vinculada a cultura do país e tais perfis enganosos usam dessa artimanha para propagar crimes nas redes, posto que o indívuduo consegue manter-se no sigilo e não pagar pelos atos. Dessa forma, a escassez de regras tecnólogicas impede a penalização de delitos cibernéticos.
Ademais, a falta de conhecimento e a inocência de classes da sociedade contribui para a prorrogação dos crimes digitais. Isto posto, de acordo com o filósofo frânces Pierre Lévy, todo nova tecnologia gera seus excluídos. Visto isso, indivíduos que não possuem um ensino digital não conseguem discernir notícias e propagadas verdadeiras e falsas, de modo a compartilhar fake news e a serem ludribriados por vendedores ardilosos, ficando a margem do meio virtual. Desse modo, quando o ensino tecnológico não é acessível e democratizado, a tecnologia faz retroceder.
Portanto, foram discutidos desafios civis e sociais no combate aos crimes cibernéticos. Por isso, urege ao Ministério da Justiça - órgão responsável por impossibilitar a perpetuação de crimes -, a obrigação de mitigar contas ‘‘fakes’’ nas redes sociais, por meio de multas aos sites que não submetem os usuários a registrarem a carteira de identidade, adim de abrandar as transgressões virtuais. Em conjunto, o Ministério da Educação deve democratizar o ensino digital, mediante aulas semanais em suas instituições - principalmente em zonas carentes -, com o intuito de trazer dissernimento aos navegantes. Por fim, a luta contra crimes cibernéticos será eficaz e a tecnologia moverá o mundo sem empecilhos ilegais.